quinta-feira, 24 de junho de 2010
Pablo Neruda
"Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as idéias"
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Pararia o tempo naquele dia...
Hoje, eu entrei numa comunidade no Orkut que se chama: “Pararia o tempo naquele dia...”. Trata-se de uma comunidade onde você escreve sobre algum momento maravilhoso na sua vida em que você gostaria que o tempo tivesse parado. Tentei escrever alguma coisa no tópico relativo ao tema e não consegui. Fiquei pensando: em que momento eu gostaria que o tempo tivesse parado? Qual o momento mais significativo da minha existência? Não consegui encontrar nenhum.
Olhei alguns tópicos e percebi que muitas pessoas gostariam que o tempo tivesse parado quando estavam junto de alguém muito especial ou um amor antigo, etc.
Lembranças de infância, nem pensar. Minha infância foi péssima. A adolescência, pior ainda. Acho que só consegui melhorar um pouco, depois dos 20 anos. Êpa! Peraí. Agora lembrei, sim, de um momento em que eu gostaria de voltar no tempo, ou que ele tivesse parado: o meu último ano do ensino médio.
Eu tenho por hábito dizer que cada ano passado, para mim é melhor que o anterior, porém, agora, percebo que esse foi o melhor ano da minha vida, até agora. Eu tinha um grupo de amigos fantásticos. Lembro-me agora de alguns nomes mais chegados: Edgard, Expedita, Fátima, Marcos Antonio. Principalmente, Fátima e Expedita. Éramos inseparáveis. Estudávamos no Colégio Estadual Presidente Humberto Castelo Branco, e, como morávamos perto, inclusive a Expedita morava na minha rua, sempre íamos e voltávamos em grupo, todos os dias. Como estudávamos no turno da manhã, sempre por volta de meio-dia, passávamos numa padaria que havia no caminho, e pedíamos pão, algumas vezes com fome, outras, só por farra. Ainda lembro o gosto do pão: delicioso, quentinho, saído do forno na hora.
Lembro, ainda, que durante as férias do meio do ano, senti uma enorme saudade do meu grupo, e contava os dias para que chegasse o início das aulas. Aliado a isso, eu sempre gostei de estudar, ainda gosto até hoje.
No segundo semestre, aconteceu uma coisa interessante: eu e o Edgard começamos a nos interessar um pelo outro e o grupo percebeu e deu o maior apoio. Sentávamos lado a lado e conversávamos muito. Ele tinha os olhos verdes e eu o achava lindo. Passei o último semestre nas nuvens. Quando terminou o ano, todos estavam tristes, porque sentíamos que seria o final do grupo. Cada um tomaria rumos diferentes e dificilmente permaneceríamos juntos, pois o nosso elo era a escola e não existiria mais.
Realmente, assim foi. Cada um tomou seu rumo. O namoro com o Edgar não continuou. Os pais dele moravam no interior e, depois do término das aulas, foi passar férias com a família; durante seis meses, não tive notícias dele. Quando ele voltou, eu tinha conseguido entrar na universidade e estava muito empolgada com isso, não fiz questão de continuar o namoro. Encontrei algum tempo depois com o Marcos Antonio na universidade, não me lembro o curso que ele estava fazendo. Ele me falou que o Edgar também estava fazendo o curso de Engenharia de Pesca. A Expedita conseguiu entrar na universidade para o curso de Filosofia, e como morávamos na mesma rua que eu, ainda mantínhamos contato. A Fátima mudou-se e, algum tempo depois, eu a encontrei trabalhando numa ótica. Havia casado e tinha filhos. Ainda cheguei a conhecer a casa dela e a família, mas a amizade não perdurou.
Ainda sinto saudade de todos. De cada um, de uma forma especial. Principalmente agora que estou escrevendo esse texto. Apesar de não estarmos mais juntos, sinto que nunca os esquecerei. Espero revê-los algum dia e, quem sabe, continuarmos nossa amizade. Será isto possível? Isso me lembra um trecho de um texto de Nietsche que eu amo:
“Podemos nos cruzar ainda, talvez, e celebrar festas juntos, como já o fizemos antes – e, no entanto, esses bravos navios estavam tão tranqüilos no mesmo porto, debaixo do mesmo sol, que se teria acreditado que tinham alcançado o objetivo, que tinham tido um único objetivo comum. Mas então a força todo-poderosa de nossa tarefa nos separou, empurrados para mares diferentes, sob outros sóis, e talvez nunca mais nos voltemos a ver – talvez nos voltemos também a ver sem nos reconhecermos: tantos mares e sóis nos mudaram!”
quinta-feira, 10 de junho de 2010
NEM MULHER DE MALANDRO NEM PATRICINHA, NENHUMA MULHER QUER SER ROTULADA OU CHUTADA!
Lucia Irene Reali Lemos*
Como na música, “todo dia a cidade vem e nos desafia...” e é assim mesmo, todos os dias somos provocadas em nossa dignidade e não é de hoje as lutas dos movimentos e das organizações ligadas ao combate da violência contra as mulheres. Constantemente travamos “ferrenhas” batalhas contra as campanhas publicitárias que utilizam a imagem da mulher em seus produtos e as oferecem como objeto de consumo. A coisificação ta escancarada e o desrespeito cada vez maior.
Esta semana fomos surpreendidas com a deplorável declaração de um desportista, jogador de futebol da Seleção Brasileira, Felipe Melo, ao falar sobre a sua insatisfação com a Jabulani, a bola oficial da Copa do Mundo: "A outra bola é igual a mulher de malandro: você chuta e ela continua ali. Essa de agora é igual a uma patricinha, que não quer ser chutada de jeito nenhum". O que nos leva a várias interpretações podendo entender que tanto a “mulher de malandro”, como “a patricinha”, (sem contar a ofensa dos rótulos) mesmo as duas não querendo, serão vítimas de violência, a diferença é que uma é agredida e se cala e a outra mesmo resistindo e reclamando será agredida também.
O fato é: a famigerada declaração vem carregada de machismo e nas entrelinhas revela a cultura de violência “velada” que existe no “mundo das personalidades” (o que não é nenhuma novidade pra nós), nos levando a uma reflexão sobre a postura do referido e o quanto isso nos transtorna.
Por ironia do destino, (pasmem!) esta é a declaração de um homem que leva a imagem do Brasil gravada em suas vestimentas e em nossas bandeiras (quem sabe, retratando o triste perfil da violência contra as mulheres brasileiras) e foi feita na África do Sul, coincidentemente no país cujo Presidente da Liga da Juventude do Congresso Nacional Africano, Julius Malema, foi levado ao tribunal por empregar um discurso baseado no ódio contra as mulheres. País que segundo estudo efetuado em 2009 pelo Conselho de Pesquisa Médica da África do Sul revelou que um em cada quatro homens entrevistados admitiu ter violentado uma mulher, o índice mais elevado de todo o mundo.
Ora, ora, o referido foi “infeliz” na sua declaração e talvez desconheça o peso de ser mulher em um país cujo continente quase que na sua totalidade é marcado pela desigualdade, pelo machismo e pela violência.
Pesquisas apontam que a África do Sul possui altos índices de violência sexual – cerca de 150 mulheres são violadas diariamente, segundo os dados do Instituto Sul-Africano para Relações Raciais. Sem contar que é muito comum o estupro coletivo (1/4 dos casos envolve mais de um abusador). A estimativa é de que ocorra um abuso sexual a cada 26 segundos. Segundo a Simelela, ONG criada em 2003 para dar apoio às vítimas de abuso sexual na área que abriga entre um milhão e dois milhões de pessoas, 41% das mulheres que sofrem violação têm menos de 14 anos. Só na região da Cidade do Cabo, cerca de 10% deles admitiram ter feito com jovens menores de 10 anos De acordo com os registros da organização, a vítima mais nova tinha um ano, e a mais velha, 76.
Um Continente onde os papéis de gênero são radicalmente definidos e impostos; onde a masculinidade é associada a perversidade, a honra ou domínio sobre as mulheres; onde a punição de mulheres e crianças é aceita; onde a violência é o padrão para resolver conflitos, onde as mulheres são consideradas seres inferiores, como em Serra Leoa que, em tempo de guerra civil, faz com que as tropas rebeldes cometam a barbárie de forçar as mulheres à escravidão sexual. Em Uganda, onde a lei reconhece ao homem o direito de bater na mulher. Onde é praticada a mutilação genital em meninas consistindo na extirpação parcial ou total dos órgãos genitais, práticas estas, comuns em 28 países africanos. Onde é “cultural” os casamentos precoces das meninas na média com 11 anos de idade, o que limita a estas meninas qualquer oportunidade de ter uma vida normal de uma criança com direitos de criança.
Foto DIVULGAÇÃO
Foto DIVULGAÇÃO
Na camiseta: "Sobreviventes de violência sexual também são gente, e não só estatísticas. Nós nunca nos calaremos"
Lamentavelmente, várias culturas ainda aceitam, aprovam ou mesmo justificam as diversas atrocidades que são cometidas contra as mulheres, sendo essas atitudes, fruto da desigualdade estrutural e de normas de conduta distorcidas e rígidas a respeito dos diferenciados papéis que homens e mulheres devem desempenhar na sociedade. É urgente que busquemos cada vez mais ações para se banir as crenças da superioridade masculina onde a idéia de virilidade está associada a dominação e a de feminilidade se vincula a imagem preconcebida de submissão, se assim não agirmos estaremos fundamentando e consolidando relações violentas de gênero.
Como não nos indignarmos Felipe Melo? Quando você reproduz um discurso machista-sexista brasileiro, mas que não é diferente dos discursos do resto do mundo. A violência contra as mulheres e crianças ocorre em todos os países, em todos os grupos sociais, culturais, religiosos e econômicos, ou seja, a violência contra a mulher não respeita fronteiras geográficas, nem classe social, raça, religião ou idade.
Mudar o comportamento e as atitudes das pessoas exige um compromisso permanente de conscientização e de denuncia em relação à violência contra as mulheres e a todas as formas de opressão, pois se configuram em violação explícita dos direitos humanos e estas são inaceitáveis.
É Felipe, infelizmente VOCÊ PISOU NA JABULANI
e marcou gol contra!
RESPEITO É BOM E TODAS NÓS O EXIGIMOS!
domingo, 9 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Que livro é você?
Se você fosse um livro nacional, qual livro seria? Um best-seller ultrapopular ou um relato intimista? Faça o teste e descubra.
Clique no link para fazer o teste: http://educarparacrescer.abril.com.br/leitura/testes/livro-nacional.shtml
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8 motivos para apostar na leitura
Nesse ano, que tal apostar nos livros? Eles, além de lúdicos são extremamente educativos e contribuem para o aprendizado escolar. Abaixo você confere outros 8 motivos para optar por eles.

Faa como a atriz Slvia Buarque e incentive seu filho a ler
1. DESENVOLVE O REPERTÓRIO
Ler é um ato valioso para o nosso
crescimento pessoal e profissional.
2. AMPLIA O CONHECIMENTO GERAL
Além de ser envolvente, a leitura expande as
referências e a capacidade de comunicação.
3. ESTIMULA A CRIATIVIDADE
Ler é fundamental para soltar a imaginação. Por
meio dos livros, criamos lugares e personagens.
4. AUMENTA O VOCABULÁRIO
Graças aos livros, descobrimos novas palavras
e novos usos para as que já conhecemos.
5. EMOCIONA E CAUSA IMPACTO
Quem já se sentiu triste ao fim de um romance
sabe o poder que um bom livro tem.
6. MUDA SUA VIDA
Quem lê desde cedo está muito mais preparado
para os estudos, para o trabalho e para a vida.
7. LIGA O SENSO CRÍTICO NA TOMADA
Livros, inclusive os romances, nos
ajudam a entender o mundo e nós mesmos.
8. FACILITA A ESCRITA
Ler é um hábito que se reflete no domínio
da escrita. Quem lê mais escreve melhor.
Quer saber qual o melhor livro para dar ao seu filho? Confira as dicas de 17 educadoras no hotsite Biblioteca Básica
Faa como a atriz Slvia Buarque e incentive seu filho a ler
1. DESENVOLVE O REPERTÓRIO
Ler é um ato valioso para o nosso
crescimento pessoal e profissional.
2. AMPLIA O CONHECIMENTO GERAL
Além de ser envolvente, a leitura expande as
referências e a capacidade de comunicação.
3. ESTIMULA A CRIATIVIDADE
Ler é fundamental para soltar a imaginação. Por
meio dos livros, criamos lugares e personagens.
4. AUMENTA O VOCABULÁRIO
Graças aos livros, descobrimos novas palavras
e novos usos para as que já conhecemos.
5. EMOCIONA E CAUSA IMPACTO
Quem já se sentiu triste ao fim de um romance
sabe o poder que um bom livro tem.
6. MUDA SUA VIDA
Quem lê desde cedo está muito mais preparado
para os estudos, para o trabalho e para a vida.
7. LIGA O SENSO CRÍTICO NA TOMADA
Livros, inclusive os romances, nos
ajudam a entender o mundo e nós mesmos.
8. FACILITA A ESCRITA
Ler é um hábito que se reflete no domínio
da escrita. Quem lê mais escreve melhor.
Quer saber qual o melhor livro para dar ao seu filho? Confira as dicas de 17 educadoras no hotsite Biblioteca Básica
sábado, 17 de abril de 2010
Sites educativos - Educar para Crescer
Veja os sites mais indicados para a Educação, de acordo com alguns especialistas.
Sites educativos - Educar para Crescer
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Pesquisa mostra que estresse no trabalho prejudica a voz do professor
O estresse no trabalho aumenta de 6 a 9,5 vezes a possibilidade de o professor se tornar incapaz para o trabalho, pois é um dos fatores que influencia em problemas de voz em docentes. Essa é uma das conclusões de pesquisa feita pela fonoaudióloga Susana Giannini, da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo). Cansaço na fala, ficar sem voz, ter rouquidão ou apresentar coceira, pigarro e dor na garganta são alguns dos sintomas.
As alterações na voz ocorrem por três fatores principais: o pessoal, que são os cuidados básicos com a voz, a alimentação, a qualidade do sono, a hidratação (tomar goles de água enquanto fala) e o exercício de aquecimento vocal antes do início da aula; os ruídos provocados por classes numerosas ou por indisciplina; e as condições de trabalho e de ambiente.
Os distúrbios de voz atingem de 60% a 70% dos professores; na população em geral, o índice é de 11%. Mesmo diante deste porcentual elevado, a maioria dos profissionais não procura orientação ou demora muito para buscar ajuda. Sem orientação e prevenção, a doença tende a se agravar, até incapacitar o professor de dar aula. Quando isso ocorre, o professor é obrigado a interromper a carreira, às vezes precocemente, e passa a fazer trabalho burocrático, explica Susana.
Com o adoecimento vocal, o professor perde a qualidade da voz e isso interfere no aprendizado dos alunos. Outro agravante é que o docente precisa arcar com as despesas médicas para o tratamento e perde benefícios que receberia se continuasse a exercer a função. Isso ocorre pois o distúrbio não é reconhecido pela Previdência Social como doença ocupacional --embora a OIT (Organização Internacional do Trabalho) considere a categoria como a que tem maior risco de ficar sem voz.
Se o distúrbio for considerado como doença ocupacional, haverá aprimoramento do diagnóstico e do tratamento dos docentes, diz a pesquisadora.
O estudo constatou, por estatística, que há relação entre ter distúrbios vocais e estresse provocado pela organização do trabalho. Professor com distúrbio vocal tem de 6 a 9,5 vezes mais probabilidade de perder condições de executar seu trabalho antes de chegar à aposentadoria. O estresse foi medido pelos níveis de excesso de trabalho e pela falta de autonomia sobre este.
Quase 70% dos que tinham problemas vocais apresentaram excesso de trabalho, mostrando que a pressão para realizá-lo era média ou alta. Nos professores saudáveis, a porcentagem foi 54,4%. Em relação à autonomia, 73% dos professores com distúrbio de voz mostraram ter pouca ou média autonomia sobre o trabalho. No outro grupo, a porcentagem foi de 62,1%.
Os fatores de risco devem ser considerados conforme a intensidade, o tempo de exposição, a duração do ciclo de trabalho, a distribuição das pausas ou a estrutura de horários, entre outros. São agrupados nas categorias organizacional, biológica e ambiental:
As alterações na voz ocorrem por três fatores principais: o pessoal, que são os cuidados básicos com a voz, a alimentação, a qualidade do sono, a hidratação (tomar goles de água enquanto fala) e o exercício de aquecimento vocal antes do início da aula; os ruídos provocados por classes numerosas ou por indisciplina; e as condições de trabalho e de ambiente.
Os distúrbios de voz atingem de 60% a 70% dos professores; na população em geral, o índice é de 11%. Mesmo diante deste porcentual elevado, a maioria dos profissionais não procura orientação ou demora muito para buscar ajuda. Sem orientação e prevenção, a doença tende a se agravar, até incapacitar o professor de dar aula. Quando isso ocorre, o professor é obrigado a interromper a carreira, às vezes precocemente, e passa a fazer trabalho burocrático, explica Susana.
Com o adoecimento vocal, o professor perde a qualidade da voz e isso interfere no aprendizado dos alunos. Outro agravante é que o docente precisa arcar com as despesas médicas para o tratamento e perde benefícios que receberia se continuasse a exercer a função. Isso ocorre pois o distúrbio não é reconhecido pela Previdência Social como doença ocupacional --embora a OIT (Organização Internacional do Trabalho) considere a categoria como a que tem maior risco de ficar sem voz.
Se o distúrbio for considerado como doença ocupacional, haverá aprimoramento do diagnóstico e do tratamento dos docentes, diz a pesquisadora.
Pesquisa
Para confirmar se o estresse era uma causa da doença na voz, a fonoaudióloga avaliou 167 professores de ensino infantil, fundamental e médio com distúrbios de voz na cidade de São Paulo. Depois, comparou o resultado com 105 colegas saudáveis, provenientes das mesmas escolas.O estudo constatou, por estatística, que há relação entre ter distúrbios vocais e estresse provocado pela organização do trabalho. Professor com distúrbio vocal tem de 6 a 9,5 vezes mais probabilidade de perder condições de executar seu trabalho antes de chegar à aposentadoria. O estresse foi medido pelos níveis de excesso de trabalho e pela falta de autonomia sobre este.
Quase 70% dos que tinham problemas vocais apresentaram excesso de trabalho, mostrando que a pressão para realizá-lo era média ou alta. Nos professores saudáveis, a porcentagem foi 54,4%. Em relação à autonomia, 73% dos professores com distúrbio de voz mostraram ter pouca ou média autonomia sobre o trabalho. No outro grupo, a porcentagem foi de 62,1%.
Fatores de risco
Os fatores de risco devem ser considerados conforme a intensidade, o tempo de exposição, a duração do ciclo de trabalho, a distribuição das pausas ou a estrutura de horários, entre outros. São agrupados nas categorias organizacional, biológica e ambiental:- Organizacional – Jornada de trabalho prolongada; sobrecarga, acúmulo de atividades ou de funções; demanda vocal excessiva; ausência de pausas e de locais de descanso durante a jornada; falta de autonomia; ritmo de trabalho estressante; trabalho sob forte pressão e insatisfação com o trabalho e/ ou com a remuneração.
- aspectos biológicos da voz – São as alterações advindas da idade, alergias, infecções de vias aéreas superiores, influências hormonais, medicações, etilismo, tabagismo e falta de hidratação.
- ambiental – Os fatores ambientais incluem riscos físicos (ruídos, desconforto e choque térmico, dentre outros) e riscos químicos (exposição a produtos irritativos de vias aéreas e presença de poeira ou fumaça no local de trabalho).
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Café depois do almoço diminui o risco de diabetes
Quem toma café depois do almoço tem menor risco de desenvolver diabetes tipo 2, segundo uma pesquisa realizada por pesquisadores do Brasil e da França com 70 mil mulheres. Conforme analisado, as mulheres que tomavam uma xícara pequena ou mais café depois da refeição tiveram um risco 34% menor de desenvolver a doença. O efeito foi observado em café com ou sem açúcar, cafeinado ou não. Já para quem bebia café fora do horário de almoço, não foi observado diminuição do risco de desenvolver a doença.
Há duas explicações possíveis: o café pode ter diminuído o risco de diabete por retardar ou reduzir a absorção de uma parte da glicose adquirida no almoço. Ou a bebida pode ter protegido a doença porque, depois do almoço, costuma ser tomada sem leite. A pesquisa mostrou que apenas o café sem leite reduziu o risco.
Porém ainda faltam mais estudos para que os profissionais de saúde possam afirmar, de fato, que beber café depois do almoço diminui a diabete. "Ainda precisamos de um maior número de estudos para chegar a uma recomendação. Há estudos de intervenção em andamento em algumas partes do mundo e estes resultados poderão esclarecer os mecanismos envolvidos no efeito da bebida no risco de diabetes," afirmou Daniela Sartorelli, nutricionista e professora da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Apesar de haver pelo menos 17 estudos mostrando que o café reduz o risco de desenvolver diabetes, esta pesquisa foi a pioneira ao demonstrar que o horário em que o café é consumido pode interferir no efeito.
Fonte: O Povo Online
Há duas explicações possíveis: o café pode ter diminuído o risco de diabete por retardar ou reduzir a absorção de uma parte da glicose adquirida no almoço. Ou a bebida pode ter protegido a doença porque, depois do almoço, costuma ser tomada sem leite. A pesquisa mostrou que apenas o café sem leite reduziu o risco.
Porém ainda faltam mais estudos para que os profissionais de saúde possam afirmar, de fato, que beber café depois do almoço diminui a diabete. "Ainda precisamos de um maior número de estudos para chegar a uma recomendação. Há estudos de intervenção em andamento em algumas partes do mundo e estes resultados poderão esclarecer os mecanismos envolvidos no efeito da bebida no risco de diabetes," afirmou Daniela Sartorelli, nutricionista e professora da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Apesar de haver pelo menos 17 estudos mostrando que o café reduz o risco de desenvolver diabetes, esta pesquisa foi a pioneira ao demonstrar que o horário em que o café é consumido pode interferir no efeito.
Fonte: O Povo Online
segunda-feira, 29 de março de 2010
Educadores contam como aprenderam com seus erros
Professores têm a competência de verificar habilidades, testar a compreensão de conteúdos e ajudar cada estudante a reconhecer (e superar) os erros. Mas e quando o equívoco vem deles próprios? Fingir que nada ocorreu não é a melhor saída. Ao contrário: se ficar evidente que alguma atividade não deu certo em razão de uma falha pessoal, a autocrítica é fundamental para melhorar a atuação profissional.
O ideal é que essa reflexão seja vivenciada de forma madura, sem culpa ou rigor excessivos (afastando o risco de mergulhar no perfeccionismo, que paralisa a ação) e complacência extremada (resvalando na atitude de quem a todo instante diz "tudo bem, deixa para lá"). Medo ou vergonha são outros sentimentos que não cabem nessa hora. Afinal - não machuca repetir essa obviedade -, todo mundo erra. Mesmo grandes autoridades em Educação, profissionais respeitados que ocupam cargos centrais no governo, pesquisadores de Universidades influentes, formadores de professores e autores de livros que inspiram algumas de nossas melhores aulas.
Nesta reportagem, quatro grandes mestres - Lino de Macedo, Regina Scarpa, Maria do Pilar e Mário Sérgio Cortella - discutem os equívocos na atuação profissional de uma maneira bastante peculiar: contando as próprias experiências (leia os depoimentos nas próximas páginas). Alguns tropeços podem parecer familiares: falar demais e alongar a parte expositiva, despejar conteúdo sem levar em conta o ritmo dos jovens e seu universo cultural, desconsiderar as necessidades de alunos com deficiência e negar o próprio papel ao levar em conta somente os interesses das crianças.
A lista de falhas é diversa, mas a postura para avançar é a mesma: analisar o que falhou, por que e como isso ocorreu. Muitas vezes, basta o distanciamento temporal do deslize para percebê-lo. Em outras ocasiões, são as conversas com os colegas que nos trazem o alerta e, em muitos casos, o estudo e a leitura são importantes aliados para a reflexão.
"Todos nós erramos algumas vezes, ou seja, pensamos ou agimos de um modo que um dia terá, talvez, que ser revisto", afirma Lino de Macedo. Essa revisão de ideias, pensamentos e ações exige uma visão relativista do erro - isso significa ter em mente que o que não funciona em uma determinada classe, num determinado momento, pode muitas vezes dar certo em outro contexto. Confira nas páginas seguintes o relato de cada um. Com a coragem de apontar seus próprios equívocos, eles nos indicam caminhos para superar nossos desafios.
Leia os depoimentos no link: Depoimentos
Fonte: Revista Nova Escola
O ideal é que essa reflexão seja vivenciada de forma madura, sem culpa ou rigor excessivos (afastando o risco de mergulhar no perfeccionismo, que paralisa a ação) e complacência extremada (resvalando na atitude de quem a todo instante diz "tudo bem, deixa para lá"). Medo ou vergonha são outros sentimentos que não cabem nessa hora. Afinal - não machuca repetir essa obviedade -, todo mundo erra. Mesmo grandes autoridades em Educação, profissionais respeitados que ocupam cargos centrais no governo, pesquisadores de Universidades influentes, formadores de professores e autores de livros que inspiram algumas de nossas melhores aulas.
Nesta reportagem, quatro grandes mestres - Lino de Macedo, Regina Scarpa, Maria do Pilar e Mário Sérgio Cortella - discutem os equívocos na atuação profissional de uma maneira bastante peculiar: contando as próprias experiências (leia os depoimentos nas próximas páginas). Alguns tropeços podem parecer familiares: falar demais e alongar a parte expositiva, despejar conteúdo sem levar em conta o ritmo dos jovens e seu universo cultural, desconsiderar as necessidades de alunos com deficiência e negar o próprio papel ao levar em conta somente os interesses das crianças.
A lista de falhas é diversa, mas a postura para avançar é a mesma: analisar o que falhou, por que e como isso ocorreu. Muitas vezes, basta o distanciamento temporal do deslize para percebê-lo. Em outras ocasiões, são as conversas com os colegas que nos trazem o alerta e, em muitos casos, o estudo e a leitura são importantes aliados para a reflexão.
"Todos nós erramos algumas vezes, ou seja, pensamos ou agimos de um modo que um dia terá, talvez, que ser revisto", afirma Lino de Macedo. Essa revisão de ideias, pensamentos e ações exige uma visão relativista do erro - isso significa ter em mente que o que não funciona em uma determinada classe, num determinado momento, pode muitas vezes dar certo em outro contexto. Confira nas páginas seguintes o relato de cada um. Com a coragem de apontar seus próprios equívocos, eles nos indicam caminhos para superar nossos desafios.
Leia os depoimentos no link: Depoimentos
Fonte: Revista Nova Escola
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