Uma águia nunca voa só. Vive e voa sempre em pares. Importa aqui recordar a lição de um mestre do Espírito. O ser humano-águia é como um anjo que caiu de seu mundo angelical. Ao cair, perdeu uma das asas. Com uma asa só não pode mais voar. Para voar tem de abraçar-se a outro anjo que também caiu e perdeu uma asa. Em sua infelicidade, os anjos caídos mostram-se solidários. Percebem que podem ajudar-se mutuamente. Para isso, devem se abraçar e completar suas asas. E só assim, abraçados e juntos, com a asa de um e de outro, podem voar. Voar alto rumo ao infinito do desejo. Sem solidariedade, sem compaixão e sem sinergia, ninguém recupera as asas da águia ferida que carrega dentro de si. Um fraco mais um fraco não são dois fracos, mas um forte. Porque a união faz a força. Uma asa mais uma asa não são duas asas, mas uma águia inteira que pode voar, ganhar altura e recuperar sua integridade e sua libertação. (BOFF, 1997, p. 105-108)
sábado, 16 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
IFCE e PRECE: parceria oferece curso de língua portuguesa em Pentecoste
Terá início na manhã deste sábado, 16/04, às 09h00, o curso de Compreensão e Produção de Textos no Centro de Inclusão Digital – CID da comunidade de Boa Vista em Pentecoste. O curso terá carga horária de 60 horas/aula. Seu público alvo são estudantes do ensino médio das escolas públicas de Pentecoste e também estudantes que, mesmo já concluindo o ensino médio, se preparam para o ingresso no ensino superior.
O curso é fruto de uma parceria entre o Programa de Educação em Células Cooperativas – PRECE e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFCE. As atividades serão coordenadas pelo professor Nonato Furtado (IFCE) e contarão com a colaboração de universitários precistas da Universidade Federal do Ceará – UFC e da Universidade Estadual do Ceará – UECE.
No cronograma dos trabalhos está a discussão de estratégias de leitura, compreensão textual em seus diversos níveis, produção e refacção textual, estratégia de produção de gêneros textuais, reflexões sobre a linguagem (funções da linguagem, figuras de estilo, linguagem verbal e não verbal, dentre outros).
Fonte:
http://nonatofurtado.blogspot.sexta-feira, 18 de março de 2011
sábado, 5 de março de 2011
Dolores Folia 2011.
No dia 04.03.2011, encerrando a semana cultural dos alunos do 6º. Ao 8º. Ano, com o tema: EDUCAÇÃO AMBIENTAL NA ESCOLA, organizamos um evento cultural, resgatando as antigas marchinhas de carnaval e apresentações de blocos temáticos, organizados pelo grupo de professoras e coordenadoras da Educação Infantil e Ensino Fundamental I. Abaixo as fotos do evento:
Turma do Infantil IV - Bloco da Alegria.
Turma do Infantil V - Bloco Animais em Extinção
Turma do Ensino Fundamental I - Bloco Natureza
Minha Jornada na Escola Pública.
Em agosto de 2010, iniciei a minha jornada como professora da Escola Pública. Por mais incrível que possa parecer, eu sempre tive um desejo de estar em uma sala de aula, ensinando. Foi como a realização de um sonho, que no início, pareceu um pesadelo.
Como eu não consegui uma Escola perto de casa, escolhi a Escola Dolores Alcântara, no bairro Alto do Bode, periferia de Fortaleza, entre os bairros Antonio Bezerra e Autran Nunes.
Comecei em uma sala com 15 alunos, no Infantil V, no turno da manhã, entre eles um aluno especial. No turno da tarde, com uma turma de 5º. Ano, 35 alunos e, entre eles, também um aluno especial.
Essa experiência me fez adquirir e exercitar, entre outras habilidades, a paciência. Apesar de todos os desafios, sobrevivi e agradeço a Deus pelas minhas bênçãos maravilhosas no ano de 2010.
Alguns alunos da Educação Infantil V - C - manhã - 2010.
Alguns alunos do 5o. ano - B - Tarde
Obrigada a estas bençãos por tudo que aprendi em 2010.
sábado, 25 de dezembro de 2010
sábado, 4 de dezembro de 2010
O papel da gestão no uso do computador na escola
Pequeno vídeo elaborado pelas estudantes Arneide, Meuda, Larisse e Geyseanne, do curso de Especialização em Gestão Escolar da Universidade Federal do Ceará. Trata-se de uma atividade para a disciplina de Introdução ao Curso e ao Ambiente Virtual, ministrada pelo Prof. José Rogério Santana.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Pablo Neruda
"Escrever é fácil: você começa com uma letra maiúscula e termina com um ponto final. No meio você coloca as idéias"
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Pararia o tempo naquele dia...
Hoje, eu entrei numa comunidade no Orkut que se chama: “Pararia o tempo naquele dia...”. Trata-se de uma comunidade onde você escreve sobre algum momento maravilhoso na sua vida em que você gostaria que o tempo tivesse parado. Tentei escrever alguma coisa no tópico relativo ao tema e não consegui. Fiquei pensando: em que momento eu gostaria que o tempo tivesse parado? Qual o momento mais significativo da minha existência? Não consegui encontrar nenhum.
Olhei alguns tópicos e percebi que muitas pessoas gostariam que o tempo tivesse parado quando estavam junto de alguém muito especial ou um amor antigo, etc.
Lembranças de infância, nem pensar. Minha infância foi péssima. A adolescência, pior ainda. Acho que só consegui melhorar um pouco, depois dos 20 anos. Êpa! Peraí. Agora lembrei, sim, de um momento em que eu gostaria de voltar no tempo, ou que ele tivesse parado: o meu último ano do ensino médio.
Eu tenho por hábito dizer que cada ano passado, para mim é melhor que o anterior, porém, agora, percebo que esse foi o melhor ano da minha vida, até agora. Eu tinha um grupo de amigos fantásticos. Lembro-me agora de alguns nomes mais chegados: Edgard, Expedita, Fátima, Marcos Antonio. Principalmente, Fátima e Expedita. Éramos inseparáveis. Estudávamos no Colégio Estadual Presidente Humberto Castelo Branco, e, como morávamos perto, inclusive a Expedita morava na minha rua, sempre íamos e voltávamos em grupo, todos os dias. Como estudávamos no turno da manhã, sempre por volta de meio-dia, passávamos numa padaria que havia no caminho, e pedíamos pão, algumas vezes com fome, outras, só por farra. Ainda lembro o gosto do pão: delicioso, quentinho, saído do forno na hora.
Lembro, ainda, que durante as férias do meio do ano, senti uma enorme saudade do meu grupo, e contava os dias para que chegasse o início das aulas. Aliado a isso, eu sempre gostei de estudar, ainda gosto até hoje.
No segundo semestre, aconteceu uma coisa interessante: eu e o Edgard começamos a nos interessar um pelo outro e o grupo percebeu e deu o maior apoio. Sentávamos lado a lado e conversávamos muito. Ele tinha os olhos verdes e eu o achava lindo. Passei o último semestre nas nuvens. Quando terminou o ano, todos estavam tristes, porque sentíamos que seria o final do grupo. Cada um tomaria rumos diferentes e dificilmente permaneceríamos juntos, pois o nosso elo era a escola e não existiria mais.
Realmente, assim foi. Cada um tomou seu rumo. O namoro com o Edgar não continuou. Os pais dele moravam no interior e, depois do término das aulas, foi passar férias com a família; durante seis meses, não tive notícias dele. Quando ele voltou, eu tinha conseguido entrar na universidade e estava muito empolgada com isso, não fiz questão de continuar o namoro. Encontrei algum tempo depois com o Marcos Antonio na universidade, não me lembro o curso que ele estava fazendo. Ele me falou que o Edgar também estava fazendo o curso de Engenharia de Pesca. A Expedita conseguiu entrar na universidade para o curso de Filosofia, e como morávamos na mesma rua que eu, ainda mantínhamos contato. A Fátima mudou-se e, algum tempo depois, eu a encontrei trabalhando numa ótica. Havia casado e tinha filhos. Ainda cheguei a conhecer a casa dela e a família, mas a amizade não perdurou.
Ainda sinto saudade de todos. De cada um, de uma forma especial. Principalmente agora que estou escrevendo esse texto. Apesar de não estarmos mais juntos, sinto que nunca os esquecerei. Espero revê-los algum dia e, quem sabe, continuarmos nossa amizade. Será isto possível? Isso me lembra um trecho de um texto de Nietsche que eu amo:
“Podemos nos cruzar ainda, talvez, e celebrar festas juntos, como já o fizemos antes – e, no entanto, esses bravos navios estavam tão tranqüilos no mesmo porto, debaixo do mesmo sol, que se teria acreditado que tinham alcançado o objetivo, que tinham tido um único objetivo comum. Mas então a força todo-poderosa de nossa tarefa nos separou, empurrados para mares diferentes, sob outros sóis, e talvez nunca mais nos voltemos a ver – talvez nos voltemos também a ver sem nos reconhecermos: tantos mares e sóis nos mudaram!”
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